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Modificando uma plastificadora Menno PLM-11 para “imprimir” circuito impresso

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ATENÇÂO: OS PROCEDIMENTOS EXPOSTOS NESTE POST INVALIDAM COMPLETAMENTE A GARANTIA DO PRODUTO.

Há algum tempo venho procurando uma forma mais fácil , eficiente e principalmente determinística para “imprimir” circuito impresso por transferência de toner. O uso do ferro de passar roupas é muito bom para começar, mas se voce passar um tempo sem fazer, vai perder a prática e gastar algumas horas para ajustar as variáveis de temperatura, numero de “passadas do ferro” e tempo de cada passada até voltar a ficar legal de novo.  De repente a solução apareceu em uma papelaria onde fui tirar cópias xerox:  uma plastificadora de documentos poderia ser usada para esquentar a placa de circuito impresso mais o papel com  o toner  e transferir para o cobre !!

Pesquisei na internet se já existia algo do tipo e achei diversas soluções baseadas em sucata de impressora laser modificada e apenas  uma referencia a utilização de uma plastificadora para “imprimir” circuito impresso mas sem maiores explicações sobre como proceder.

Após pesquisar os fornecedores deste equipamento descobri que em media custam em torno de 400 reais e este valor estava alem do meu orçamento então resolvi esperar até que aparecesse  alguma usada em bom estado . Não desisti de continuar procurando e num momento de sorte encontrei na  papelaria Britto na Asa Norte , um modelo pequeno da Menno , o PLM-11 , por menos de R$ 200,00 , que me pareceu bastante promissor e  depois da negociação de um desconto , comprei para ver no que dava.

Os testes com a sua função de plastificação padrão  funcionaram conforme esperado e antes de colocar uma placa de impresso , abri a plastificadora para verificar o que deveria ser modificado para usa-la para a transferência térmica.

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Observando-a, verifiquei que o processo de plastificação consiste em passar o material a ser plastificado mais a capinha de “poleseal” por uma fenda em uma peça feita de uma liga semelhante a aluminio . Esta peça possui em sua base uma mini resistência com isolamento de mica  parecida com a de um ferro de passar roupa antigo. Esta resistência esquenta a peça toda e  é responsável pelo aquecimento da capinha de polieseal e pela “plastificação” do documento . Na frente desta peça , existe uma estrutura com um motor em um dos lados, que movimenta dois cilindros recobertos de borracha, responsáveis pelo tracionamento do material a ser plastificado.

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Na base da peça existem dois sensores/chaves  parecidos com as “cebolinhas” e “cebolões” existentes em carros que aparentemente cumprem a função de ligar um led indicando que a plastificadora já está na temperatura de trabalho e outro deve ser uma chave para evitar que fique muito tempo ligada. O manual recomenda 30 minutos como  tempo máximo de operação.

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A  fenda na parte da frente da peça permitia que a placa entrasse mas do meio para a parte final da fenda , a placa arrastava  e travava antes da saida . Depois de avaliar a sitiação , decidi que a melhor solução seria lixar com a dremel e aumentar a fenda por dentro permitindo a passagem da placa sem travar .

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Foi uma poerada de metal do caramba mas depois de uns 15 minutos de cuidadosa lixação  a placa finalmente passou pela fenda . Mais uma lixada e foi possível passar a placa junto com o papel com a impressão da placa e mais a impressão do  lado dos componentes.

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Com este arranjo é possível imprimir “frente e verso ” da placa ao mesmo tempo , já que a plastificadora esquenta os dois lados.

Para testar o funcionamento , imprimi a placa do Arduino versão Severino em papel especial ( folha de revista veja velha ) e passei a placa 4 vezes pela plastificadora , colocando cada vez de um lado e depois repetindo com a placa  de cabeça para baixo. Após foi seguir o procedimento padrão de circuito impresso com toner: esperar esfriar , jogar na agua com detergente , tirar o papel , lavar e colocar no ácido, lavar de novo , etc e etc.

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A placa ficou show de bola sem falhas e com um nível de detalhe  que ainda não havia conseguido antes com o ferro de passar roupa : sempre soltava alguma linha mais fina ou sumiam os nomes do pessoal do projeto do arduino .

Para quem quiser arriscar fica a dica para quem busca uma forma mais prática de fazer placa de circuito impresso por transferência de toner .

 Atualização em 04/09/2008 :

O leitor Mauro Perides experimentou a tecnica de “impressão” de circuito impresso usando plastificadora com outro modelo da Menno , o Copiatic PDPC-L4-06. Segundo o Mauro , não foi necessário fazer modificações no equipamento para utiliza-lo. Abaixo as fotos do modelo que ele utilizou e de uma placa criada por ele. Valeu Mauro !!!

Menno Copiatic



 Atualização em 01/10/2008 :

O leitor Mauro.am enviou a foto abaixo de uma placa “impressa” com uma plastificadora Copiatic PDPC-L4-06.

half-step-control-001.jpg

Valeu Mauro.

Atualização em 05/12/2008
Este post tem sido um dos que tem atraido mais visitas, bons comentários e infelizmente uma serie de comentários mal-educados de pessoas que se julgam ofendidas por eu ter chamado a solução de impressão de circuito impresso utilizando sucata de impressora laser de gambiarra e não ter encontrado nenhum projeto explicando como construir.
Por politica minha , eu não termino de ler e excluo comentários com palavrões, ofensivos ou mal-educados.

Hoje chegou o comentário do Luciano, que me fez entender que existe a incorreção do post e que ela é a causadora da enxurrada de comentários mal-educados. Assim retifico o segundo paragrafo , colocando soluções no lugar de gambiarras e esclareço que não encontrei, na época em que pesquisei , nenhuma referencia a um projeto utilizando uma plastificadora para “imprimir” circuito impresso.

O comentário do Luciano inclui o link para a pagina do projeto dele , com detalhes da construção de uma laminadora com sucata de impressora laser. Obrigado Luciano .

Links:

Site menno - Seção de plastificadoras

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20 commentarios to “Modificando uma plastificadora Menno PLM-11 para “imprimir” circuito impresso”

  1. Muito bom!!!
    Realmente, ferro de passar resolve, mas é bem artesanal, e exige tentativa e erro, que nem sempre pode ser reproduzida de maneira igual várias vezes.
    Seu método elimina muitas variáveis.
    E a liga a que se refere, que parece alumínio, deve ser antimônio. Se for essa liga, é bem resistente, mas por ter dureza elevada, não entorta, mas trinca com facilidade.

  2. Muito bom mesmo… A tempos que eu estava tentando fazer alguma uma placa com muitos detalhes, incluindo ai o tal do fusor do toner, imprimir diretamente em uma desktjet hackeada mas nunca consegui nada funcional.
    Neste sábado, inspirado por seu artigo fui atrás de uma plastificadora. Dete modelo, só achei na internet e em uma loja, mas nessa mesma loja tinha um modelo um pouco maior (para oficio, se não me engano) da mesma marca por uma diferença de 20 reais. O bom é que não precisa modificar nada, já que a placa mais o papel passa sem enrroscar. Como não tenho laser, imprimo no trabalho, tentei com papel comum que funcionou mais ou menos. Com papel couche e uma folha especial (que estavam guardados a anos diga-se de passagem) não pegou na placa uma trilha sequer. Hoje trouxe umas páginas de revista para imprimir e tentar resolver logo esse impasse. Sei que esse tipo de coisa tem de monte na web, mas poderia me dar algumas dicas de como ter sucesso nessa empreitada?

  3. Mauro , tem um passo anterior que não mencionei e pode ser que seja o seu problema. A placa de circuito impresso precisa ter o lado de cobre bem limpo e lixado , preferencialmente lixar usando o lado verde de uma esponja ScotchBrite da 3M , dessas usadas para limpar pratos e panelas . A lixada deve ser em diversos sentidos e em todo o lado do cobre. Atenção, não é para tirar o cobre , é só para que ele fique bem arranhado . O teste para ver se está no ponto é após a lixada, colocar a placa na horizontal com o lado de cobre para cima , derramar água sobre o lado de cobre , após coloque a placa na vertical e a agua não deve escorrer direto , deve ficar uma camada fina de agua por sobre o cobre. Se acontecer isso então a placa estará pronta para ir para a “impressão”. Esta lixada é um dos fatores principais para que o toner fique bem aderido ao cobre.
    Boa Sorte !

  4. Estou pressentindo que agora vai… Eu estava justamente deixando a placa o mais lisa possível :-/

    Muito obrigado!

  5. Eu de novo, só para deixar aqui o testemunho que funcionou perfeitamente. Fiz alguns testes ontem a noite. No meu caso o melhor papel foi o comum mesmo. O papel especial que tinha comprado no ML foi o pior de todos :-)
    Depois das suas últimas dicas, já começei a obter resultados bem satisfatórios já nas primeiras tentativas. Eu ainda tenho alguns probleminhas em linhas muito finas (bordas da placa por exemplo) e texto em letras pequenas. Acho que com a prática eu acabo pegando o jeito e acertando a técnica da limpeza e preparação da placa. Diria que falta 1% ou menos para que minhas placas fiquem como quero. Mais uma vez, muito obrigado por partilhar o conhecimento.

  6. Mauro , Que bom que está quase funcionando. Se for possivel envie uma foto , os dados do modelo de plastificadora que voce usou e uma foto da sua placa para que eu atualize o post. Obrigado antecipadamente.

  7. Olá! Sou estudante de engenharia mecatrônica na UnB e faço parte da empresa junior Mecajun. Ao vermos seu projeto, ficamos entusiasmados para construirmos uma impressora destas para a empresa.
    Gostaria de saber se ela ainda está em bom funcionamento e se sabes onde posso encontrar uma destas máquinas usadas para vender.
    Obrigado

  8. Rafael ,
    A “impressora” está funcionando muito bem. Minha sugestão para comprar uma usada é o mercadolivre. Não encontrei até agora em Brasilia, algum lugar que venda plastificadoras usadas.

  9. No site da meno, não achei a Copiatic PDPC-L4-06 alguem teve esta dificuldade?

  10. Marcelino, no site da Kalunga tem…

  11. Muito otimo esta dica..
    Usei a Copiatic PDPC-L4-06 e imprimi o layout em papel de revista..
    Quatro passadas e pronto..Qualidade Total…
    Caso queira posso postar umas fotos…

  12. Mauro , por favor mande os links das suas fotos para que eu adicione ao post.
    Obrigado

  13. OK..Ai vai o link
    http://www.xxxx.com/xxxxxxxxxxxxxx

  14. Olá pessoal.

    Bom, como todos aqui, tb monto minhas PCBs no ferro de passar da patroa, as é um saco qnd o cara não passa tanto em um dos cantos, fica com falha e tal. Vou comprar uma plastificadora, mas ql a q vcs sugerem? Seria a Copiatic PDPC-L4-06 pois não precisa ampliar a passagem da folha q já está num tamanho q passe a placa com a folha? o q vcs acham? http://www.kalunga.com.br/product.asp?category%5Fdisplay%5Fname=&category%5Fname=C17%7CApresenta%E7%E3o&catalog%5Fname=KommerceII&product%5Fid=624651 (novinha em folha)..

    Flw

  15. Rafael, pelos resultados que o Mauro obteve e pela pequena diferença de preço eu sugiro a Copiatic.

  16. Olá pessoal. Realmente o uso de uma plastificadora de documentos resolve o problema. Porem para quem disse que não achou um site que explique mais em detalhes como usar uma sucata de impessora laser, deixo o link do meu projeto:

    http://www.msxpro.com/py2bbs/laminador.php

    Inclusive a foto da placa do half-step driver que o Mauro enviou, trata-se do controlador que desenvolvi para usar com o meu laminador.

    O grande pulo do gato da sucata pra aproveitar o fusor, não é ir atras disso em loja de manutenção de impressora, pois lá vão te enfiar a faca. Procure em ferro velho, pois nestes locais é possivel as vezes comprar a impressora inteira por quilo a um preço muito bom. O meu fusor foi retirado de uma impressora de ferro velho e paguei uma mixaria nele.

  17. Senhores sou integrante de um grupo de robótica, A Pounce. Desenvolvo placas de circuito impresso e venho procurando uma forma de “imprimir” na placa que seja eficiente, eficaz e tenha repetitividade. Desenvolvi um método muito bom, porém demanda um tempo muito grande para fazer a placa. quando li o post fiquei muito entusiasmado. Gostaria de saber mais detalhes como tipo de papel utilizado, quantidades de vezes que funcionou e que não funcionou, quantas vezes é necessário passar a placa com o papel pela plastificadora, etc!!!

    Desde já agradeço!!

    Paulo Morbeck de Oliveira
    Pounce || Engenharia

  18. Paulo ,
    Imprimi diversas placas com muito bons resultados , os melhores papeis que utilizei , como dito no post , foi de revistas do tipo “VEJA” , “EXAME” e o papel de suporte de etiquetas adesivas , o papel que sobra apos a utilização das etiquetas é excelente para a impressão.
    Boa sorte !

  19. Há muito tempo venho pesquisando métodos mais simples e confiáveis de confeccionar circuito impresso para alimentar meu hobby principal, que é eletrônica. O método fotográfico é muito bom, apresenta resultados impressionantes, porém demanda muito tempo. Pensei em construir um projeto com sucata de impressora laser, mas resido numa cidade de interior e as dificuldades são maiores para encontrar os equipamentos. Utilizei papéis especiais tipo “transfer”, glossy, transparências, e este método parece-me o mais prático de todos, utilizando folhas de revistas. Vou experimentá-lo, e quero agradecer à boa vontade de todos que colaboraram e divulgaram essas informações. Garanto que estão sendo úteis a hobbystas e mesmo profissionais. Sucesso a todos!

  20. Caro amigo, já a algum tempo venho tentado fazer transferencias de PCI pelo método térmico e até me animei a comprar um plastificadora quando vi o blog, pensando que finalmente meu sonho de fazer a placa perfeita rapidamente seria realizado. Então comprei uma dessas Copiatic igual a do Mauro que aparece nas fotos. Infelizmente não foi dessa vez. Testei com vários papeis diferentes, revista, transfer, glossy, fotografico, passei N vezes a placa pela abertura, mas sempre o resultado é o mesmo… Alias, chequei até a testar com placas de fenolite e fibra, imaginando q pudesse ser diferente, mas o toner nao transfere absolutamente nada para a placa. Pensando que talvez a minha plastificadora não estivesse numa temperatura adequada, fui até a loja e troquei por uma nova, mas que também apresentou os mesmos resultados. Dai resolvi imprimir numa outra impressora diferente, mas também obtive o mesmo resultado… Gostaria de pedir ao leitor Mauro para entrar em contato comigo, para trocarmos umas idéias. Um abraço. Victor (victor.trucco@gmail.com)

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